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segunda-feira, 7 de março de 2011


Procurar o que?

O que a gente procura muito e sempre não é isso ou aquilo.
É uma coisa...
Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, por que não é da conta de ninguém, só minha.
Mesmo que eu quisesse responder, eu não podia.
Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.
Chamam-me de boba por que fico olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas, nos espaços vazios.
Até uns dias não havia encontrado nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber e desejada.
Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, por que não sinto o prazer dos outros na água, na comida, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.
Ele tem experiência de mato e de cidade, Sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.
Eu penso: um dia descubro, vai ser fácil, existente, de pegar na mão, de sentir. Não sei bem o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.
Ah não! A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível, para todo mundo, menos pra mim e pra mais que eu quiser, pois de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder!



2 comentários:

  1. Muito bom sua forma de se expressar, este tipo de escrita falando de algo como sentimento, emoção ou algo pessoal fica bem melhor quando escrito e forma de poesia.
    embora este texto tenha ficado excelente, acredito que ele terá mais impacto se transforma-lo em um poema.
    mas fora isso estava ótimo, Parabéns

    PS: teve um erro de português na frase"cidade, Sab explorar" este "SAB" é o que na realidade? "sabe" vc comeu um letra
    mas sem problema está ótimo mesmo assim
    atenciosamente,
    Rodrigo

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